domingo, 25 de junho de 2017

Canções, na Igreja ?


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    As palavras existem como um dos meios com que Deus criou os Seres humanos,  para comunicarmos.
    Para comunicarmos uns com os outros, no seio da Humanidade.
    E para comunicarmos com Deus !
    Só que ... muitos dos Seres humanos, na sua relação com Deus,  são surdos-mudos !
    Lastimável  ... !



    As palavras são um código, oral e escrito,  que nos é ensinado quando vimos ao mundo.
    E existem integradas em contextos de sentido,  na fala e na escrita.    Cada Língua com o seu código, evidentemente.            Génesis 11 : 1 a 9.

    As palavras não existem apenas porque estão nos Dicionários.  Aí são meros registos sistémicos.
    As palavras existem porque as usamos,  porque precisamos delas,  porque nos servem,  indispensavelmente !


   As palavras variam de sentido conforme os locais,  conforme o tipo e o nível de fala,  conforme as pessoas a quem nos dirigimos, nossos interlocutores,  etc.





    Vem isto a propósito do termo  CANÇÃO  que vai aparecendo nos textos de Louvor a Deus, nas Igrejas.
    No Brasil pode ter os sentidos que os brasileiros lhe queiram dar.
    Em Portugal o termo "canção"  aplica-se a uma melodia ligeira,  acompanhada de letra poética de diversão,  de entretenimento,  ou expressando sentimentos vulgares de afeto,  de comentário à vida.

    Será admissível louvar Deus com "canções" ?
    Porque não ?    Perguntam alguns.
    Não disponho de razões para contrariar o uso de melodias de cunho secular, mas com letras de louvor a Deus.

    Contudo...
    Contudo, na Ireja  não  me sinto bem cantando "canções" !!
    Na Igreja cantamos  Cânticos.   Cantamos  Hinos.

    Seria risível chamarmos de "cânticos" a melodias emitidas nos "media" ou em espetáculos ligeiros de festa mundana.
    Por outro lado, parece-me insensato pretender louvar Deus, na Igreja, com "canções".
    Canções são próprias de ambientes populares seculares de festividade ou de espetáculo.

    Sejamos sóbrios, retos e refletidos no vocabulário que usamos.




«A Palavra de Cristo habite em vós
abundantemente,
em toda a sabedoria,
ensinando-vos
e admoestando-vos uns aos outros
com salmos hinos
e cânticos espirituais,
cantando ao Senhor
com graça
no vosso coração.»

Carta de Paulo aos Colossenses 3 : 16.



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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Louvor e os Cânticos na Igreja

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O LOUVOR, e os CÂNTICOS, na IGREJA

Princípio 1.    Escolher cânticos cujas palavras não sejam ambíguas e comuniquem uma mensagem clara do Evangelho. Louvar a Deus tem por modelo as Escrituras. ( Por vezes certos cânticos a igreja poderiam até ser cantados a uma namoradinha; ou a outros “deuses” quaisquer… )

Princípio 2.    Evitar coros curtos e repetitivos sem conteúdo teológico. Não se trata de criar atmosferas emocionais.

Princípio 3.    Encontrar o equilíbrio sensato e espiritual entre conteúdos subjetivos e pessoais e os que descrevem factos objetivos, espirituais.

Princípio 4.    Não esquecer que os cânticos têm por finalidade instruir e exortar em toda a sabedoria. Não apenas expressar sentimentos.

Princípio 5.    Louvar a Deus é um Ministério da Palavra. Poderoso. Tem por paralelo a Pregação ! Convém que haja uma constante e apurada preparação, por parte dos músicos e cantores.

Princípio 6.    Porque se escolhe este ou aquele coro ? Porque e melodia é cativante ? Porque há já tempo que não é cantado ? Ou porque é apto a instruir e a abençoar a Assembleia ?

Princípio 7.    Cada igreja tem na sua história cânticos que a formaram. Muito ricos espiritualmente. Por vezes com décadas de passado ! Não esquecê-los.

Princípio 8.    Ter cuidado com o nível linguístico e a ortografia do que se propõe cantar. Isso pode honrar, ou pode desonrar o Senhor perante quem cantamos.

Princípio 9.    Se o coração do animador ou do monitor do Louvor - e da sua equipa -não ardem para com Deus, a Assembleia não beneficia espiritualmente … É o Espírito de Deus que nos faz e que nos leva a cantar !

( Adaptado e traduzido de “EVANGILE 21”; junho 2017 )

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Louvar a Deus

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      Nós, os mais antigos, constatamos  a evolução  dos conteúdo dos Hinos e dos Cânticos de Louvor da Igreja.
  Estamos perante uma involução ?   Portanto, de uma tendência retrógrada ?
  É uma questão que aqui deixo com muita apreensão.

    O comentário crítico que fazemos é que os Hinários antigos estão cheios de Letras de Hinos e Cânticos com conteúdos solenes,  de sentido teológico e doutrinário profundo.
    E ao mesmo tempo de sólida formulação espiritual.  Na sua maioria, claro.   Contribuindo para o crescimento, para o enraizamento da Fé e da vida cristã dos crentes.

    Lendo aquelas letras  ( muitas delas, repito )  e acompanhando a linha melódica que as suporta musicalmente, sentimos a força do Louvor de há umas décadas,  e esse Louvor era uma expressão muito forte da Gratidão e da Entrega ao Senhor.

    Que longe estamos hoje da pujança do Louvor da Igreja de Cristo de há uma ou duas gerações ... !

    Sinais dos Tempos ?
    O Senhor o sabe.

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« ... cantarei - ao Senhor -

com a mente,

mas também cantarei

com inteligência»


1ª Cor. 14 : 15.









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sábado, 11 de junho de 2016

Louvar a Deus

...a mesma coisa ? Não.

É um problema linguístico e semântico, claro. Mas é mais.

Há uma diferenciação espiritual.


Louvar Deus, é fazê-lo afirmando tudo o que faz Deus ser o que é !

Louvar a Deus é prestar-lhe Culto de Honra, de Homenagem, de Amor, de Entrega. Segundo Hebreus 13:15 !




Talvez volte a este assunto para melhor deixar aqui registada está reflexão pessoal...



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domingo, 24 de maio de 2015

Os cânticos ou coros de louvor a Deus

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    De uma ponta a outra do mundo evangélico, damo-nos conta, há uns anos já, de que aquilo que se canta a Deus, nos Cultos, tem muitas deficiências e lacunas.
    Há exceções.  Certamente.  Graças a Deus.
    Mas devem ser detetados esses aspetos negativos.  Têm de continuar a ser assinalados.
   
    O Povo de Deus é chamado a ser consciente desse novo estilo de louvor, superficial,  que não favorece a maturidade espiritual.
    São muitos já os que,  através dos anos,  vão denunciando e clamando contra essa corrente atual,  pós-moderna,  a qual pretende talvez "desconstruir clichés" considerados do passado.   Mas substituindo-os por conteúdos espiritualmente inconsistentes,  pobres em fundamentos bíblicos.
    As letras,  os conteúdos dos cânticos avançam, por exemplo,  com imagens e com estruturas que,  por ficarem sem explicitações  (  em termos semânticos, linguísticos )  acabam por parecer simples "mantras" que as pessoas proferem,  por vezes com atitudes de enlevo carismático,  mas que comunicam  -  esses conteúdos  -  uma noção vaga,  superficial,  curta, daquilo em que se crê,  daquilo que se pretende e se deve afirmar ousada e fortemente,  na Igreja de Deus,  daqullo em que cremos radicalmente na Igreja de Cristo.
    Cantam-se e proferem-se muitas vezes conceitos que por serem vagos e por não serem  -  repito  -  acompanhados,  no seu contexto frásico,  de expressões que os clarifiquem  e tornem bem definidos em relação aos fundamentos da Fé,  acabam por não se diferenciarem de doutrinas erradas.  E podem até parecer darem apoio a esses erros.

    Não encontramos,  ou muito raramente vemos explicito nos coros e cânticos que nos fazem cantar nas igrejas evangélicas, mênção e gratidão a Deus pelas inúmeras Propmessas divinas que percorrem as Escrituras, a Bíblia.
    Mais :  É raro verem-se referências ao sangue de Cristo vertido na Cruz como preço da nossa redenção !   1ª Cor 6 : 20;  7 : 23.
   É raríssimo que se louve o Senhor e Cristo pela sua Segunda Vinda.
   Não vejo nunca, nesses coros e cânticos, referir o pecado,  e um apelo ao arrependimento frente à Graça divina.
    Não vejo louvar a Deus pela Palavra escrita que fundamenta a nossa Fé.
    Não topo com referências à Vitória do crente através do Poder da Fé e do Espírito Santo.

    Naquilo que canto na Igreja não quero poesia sugestiva, nem metáforas poeticas sugerindo verdades.
    Não quero cantar ideias bonitas e de larga aplicação espiritual,  com conceitos mal definidos e até ambíguos, de "amor"  e de "paz".
    Não quero alinhar com o cuidado preventivo do pensamento pós-moderno que evita suscetibilizar os pecadores,  por exemplo com referência à perdição eterna, ou que procuram não chocar os que têm reticências perante a Revelação escrita de Deus.
   
    Quando louvo Deus quero fazê-lo, ainda que com pouca poesia,  mas de forma explícita,  completa,  integral na linguagem bíblica.
    Não quero louvar com linguagens pró-emotivas, carismáticas ainda que encantadoras.
    Quero louvar Deus de forma afirmativa sem receio de parecer que estou a pregar,  sem receio de afirmar às gentes do século XXI que estou falando em termos das "Escrituras" do século I,  ou dos Reformadores do séc. XVI.

    «Cantem-lhe, cantem-lhe salmos
    Narrem todas as suas maravilhas !»
    Salmo 105 : 2.

    É urgente rever a himnologia evangélica atual.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Louvor, hoje

O Louvor e a Pregação nas Igrejas Evangélicas hoje.

( Síntese e tradução de um artigo no “Christianisme Aujourd’hui”, octobre 2014 )

   Para Jean-Pierre Grabo, antigo Conselheiro Nacional suíço, até por volta de 1980, a exposição racional na Pregação tinha o lugar central.
   Hoje são as emoções e a subjetividade que desempenham um papel extremamente importante.
   Ora como a Igreja absorveu a Cultura contemporânea os Cultos evangélicos tornaram-se menos “teológicos” e sempre mais existenciais..
  Esta mutação operou-se inicialmente nos EE.UU. nos anos 1960 e 1970 quando os “Jesus People” levaram à substituição dos velhos Hinos.

   Diz William Edgar, Professor de Apologética :
   «Os Jovens começaram a pôr em questão os Valores dos mais velhos procurando sentido na experimentação e pedindo autenticidade e realismo.
   O Culto contemporâneo brotou dessa espiritualidade baseada no que cada um experimenta pessoalmente, em si mesmo.
   A coletânea de louvor Jeunesse en Mission ilustra-o bem.

   O Sociólogo Yannick Fer escreveu um livro sobre o assunto em que diz :
   “Assistiu-se a uma alteração assinalável na área musical quanto à escolha dos instrumentos e aos conteúdos dos textos de louvor, a qual se tornou dominante.
   O que antes era espontâneo e esporádico neste tipo de Coros tornou-se regular.”

   No séc. 19 a Igreja evangélica com tanto querer combater o liberalismo racionalista teológico caiu num certo formalismo de louvor. Com exceções, claro.
   O cognitivo passou a ser substituído pela necessidade de apreender a Presença de Deus pela emoção.
  
   Mas o Louvor de qualidade não deveria reduzir o lugar da exposição bíblica e da Pregação, a qual não pode perder a centralidade do Culto.
   A Pregação é por excelência um fator de crescimento e o conteúdo do louvor terá de lhe servir de suporte.
   «O Louvor prepara a Pregação e esta sugere o Louvor», segundo Guy Barblan.
   E o equilíbrio acontece.

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sábado, 25 de maio de 2013

De novo o Louvor na igreja

  Uma das importantes funções da adoração coletiva, no enquadramento da igreja, é o reconto dos Atos de Deus, é o lembrar COMO Deus age e se revela, para além das Escrituras.

    Esta é a ideia de Donald A. Carson ( in "Por Amor de Deus", que já tenho citado ).

    «Não encobriremos...as Maravilhas que fez».   Salmo 78 : 2 a 4.     «...O teu Nome está perto, as tuas Maravilhas o declaram»:    Salmo 75 : 1.

    Perante o vazio, ou o estilo enfático  -  no entender de muitos de nós  -  das letras de louvor que se leva a igreja a cantar hoje,  não me canso de fazer notar como a adoração dos filhos de Deus deve conter também toda a riqueza do que tem a dizer ao nosso Deus, e sobre o nosso Deus.

    Se por um lado a oração cristã não pode esquecer a vertente de Adorção, seja a oração da devoção individual seja a que se ergue coletivamente na igreja local,  por outro lado a Adoração não deve negligenciar o ato de Oração que também ela é.  Ao adorar, pedimos e declaramos.

    E, neste sentido completo e prolixo, a Adoração no Culto, tem de ser muito mais do que poesia enfática e retórica dde cariz "carismático".  Deve ser a expressão simples, sincera, espontânea, linear, daquilo que transborda da Alma, para o Céu ouvir !

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