terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A Verdade. A Mentira.






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Conta uma parábola judaica que certo dia a Mentira e a Verdade se encontraram.


 A Mentira disse para a Verdade:

- Bom dia, Dona Verdade.

A Verdade foi verificar se realmente estava um bom dia. Olhou para o
alto, não viu nuvens de chuva, os pássaros cantavam e, vendo que
estava um bom dia, respondeu à mentira:

- Bom dia, Dona Mentira.

- Está muito calor hoje - disse a Mentira.

E a Verdade, comprovando que assim era, acreditou.


A Mentira então convidou a Verdade para tomar banhar no rio.
Despiu as suas vestessaltou para a água e disse:

-Venha, Dona Verdade, a água está uma delícia.

E logo que a Verdade, sem duvidar da palavra da Mentira, tirou as suas
vestes e mergulhou, a Mentira saiu da água, vestiu as roupas da
Verdade e foi-se embora.

A Verdade, vendo o que sucedera, recusou-se a envergar as vestes da
Mentira e, por não ter de que se envergonhar, saiu toda nua a caminhar
pela estrada.

E desde então, aos olhos das outras pessoas, tornou-se mais fácil
aceitar a Mentira vestida de Verdade do que a Verdade nua e crua.




 




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«Isto é o que devem fazer :

Falem a Verdade cada um com o seu próximo.

Executem juízo de Verdade

e de Paz nas vossas portas.»

 

Zacarias 8 : 16.




«Deixem a Mentira.

Falem a Verdade

cada um com o seu próximo !»

 

Carta de Paulo aos Efésios 4 : 25












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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ética. As suas razões

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    A Fundação Francisco Manuel dos Santos tem vindo  a editar Ensaios, volumes com uma centna de páginas, de fácil leitura, divulgando temas de interesse cívico, cultural, político, histórico, etc.
    Esses pequenos livros são vendidos na livrarias, na própria Fundação, e través do seu "site", a um preço muito acessível, à volta de 5,00 €,  o que os torna ainda mais cativantes.
    O último que adquiri e já li, tem o título de "Ética com Razões".  O Autor, o Doutor Pedro Galvão, Professor de Fioosofia na Univ. de Lisboa, aborda três assuntos atuais : 0 aborto, a eutanásia, os direitos dos animais.
    E a propósito do aborto refere,  no discorrer das suas reflexões, aquilo a que chama de "regra de ouro" : 

        «Faz aos outros o que gostarias que te fizessem.».  


   Mas sem mencionar que são palavras da Bíblia,  dos Evangelhos,  proferidas pelo Senhor Jesus Cristo :  Mateus 7: 12;  Lucas 6 : 31.
    Dá-nos vontade de clamar : Cobardia !  A essa fuga à menção do Autor da Frase.
    Mas ... com boa vontade sempre comreendemos que o Sr. Professor evitou essa menção para, como filósofo, provavelmente, com o cuidado de se manter deliberadamente distante do fator religioso.
    É lamentável.  Sobretudo porque no seu texto ele dá relevo a essa "Regra de Ouro",  como lhe chama.
    Claro : é Ouro, e do mais refinado.  É a Palavra de Deus !
 

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domingo, 24 de janeiro de 2016

A zanga e o Cristão

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    Chistianity Today li uma curta reflexão sobre o Cristão e a zanga.
    ( A propósito do livro de uma Senhora cristã : "Angry Like Jesus" )
    Fez-me refletir, e aqui deixo uma pequena reação ( para meu registo pessoal, como sempre ).

    Há "zanga",  "irritação"  que são reflexos de Pecado.
    Mas há uma "zanga"  que é como a dinâmica do Espírito de Deus em nós,  fruto da formação da Palavra de Deus na mente.

    A "zanga" que tem origem na Ação de Deus em nós decorre da humildade,  da "não auto-justiça".
    A outra,  brota do orgulho,  do individualismo.
    A "irritação",  a "zanga"   motivada pela Revelação de Deus em nós,  aborrece,  em absoluto,  o Mal.
    Diz "Não" firmemente e com auto-domínio.   Com coragem moral e divina.

    A outra,  participa no Mal que aborrece,  por osmose ética e mental.
    É uma explosão de caráter.
    Porque reage,  mas dentro do mesmo campo.   Um risco grande !

    A "zanga" de cima ... é zanga porque quem a assume está consciente e certo do que é o Bem,  o Bom,  o Reto.  Que honra Deus.
    A outra,  não tem fundamentos morais superiores,  válidos.
    Irrita-se de forma pessoal,  subjetiva,  comportamental.
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____________________________
 

«Irem-se

e não pequem.

Não se ponha o sol sobre a vossa ira...

Longe de vocês

toda a amargura,

e cólera,

e ira (... ) »


Carta aos Efésios 4 : 26 e 31; Salmos 4 : 4

*

«Detestem o Mal.

Apeguem-se ao Bem.»

    Carta aos Romanos  12 : 9

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

O meu corpo

Sou proprietário,

ou sou locatário,

do meu corpo ?


Sou proprietário,  sem dúvida !

A minha Pessoa é um Todo,  corpo e mente.
Daí que as minhas responsabilidades para com a parte física da minha Personalidade,  em todas as áreas, sejam incontornáveis.

Estou convencido de que no Céu, na Presença de Deus, teremos corpos.  Como os que Deus quis dar-nos na Terra, mas com características adequadas à sua Glória.  Sem defeitos nem insuficiências.  Tal como corpo do Senhor Jesus Cristo quando ressuscitado, e com o qual ascendeu à Glória !
A 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios 15 : 44  elucida  sobre isso.
No Céu seremos identificados também pelo corpo que temos, dado pelo Criador, e com o qual reinaremos com Cristo no seu Reino Milenar.

*

« ... e o vosso espírito, 

alma e corpo,

sejam conservados íntegros

e irrepreensíveis ... »


1ª Carta de São Paulo aos Tessalonicenses,  5 : 23.


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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ético ?

    Dois funcionários municipais, do Norte de Portugal, encontraram, no meio de um lixo reciclável, um envelope com 4 mil e tal euros, e entregaram-nos na Câmara a que estão ligados profissionalmente.
    Foram altamente louvados e premiados com menção honrosa por parte do Município.
    Para além disso o seu ato foi divulgado a nível nacional, e -  talvez  -  para além das fronteiras.

    Não escondo que fiquei incomodado com a notícia, aliás repetida, em canais diversos, durante dois ou três dias.
    Porque é que fiquei apreensivo ?
    Primeiro porque, curiosamente, na notícia altamente divulgada não se mencionou, pelo que ouvi, qualque agradecimento por parte do dono do envelope e do dinheiro.  Terá sido um lapso ?  Não terei ouvido bem ?  Não sei.
    Depois porque aqueles senhores funconários fizeram estritamente o seu dever.   E ser louvado por cumprir o seu dever, neste caso um dever moral, não me parece ser razão para alto louvor.
    Terá sido por ser um montante elevado... ? 
    Seja que montante for.  Poderia ter sido mencionado o gesto dos dois homens.  Mas especificando sempre que agiram segundo o que deviam, com uma consciencia bem formada. 
    E toda e qualquer pessoa deverá fazer o mesmo em circunstâncias idênticas !
    Se fosse eu a quem pertenciam os euros, procuraria mostrar o meu contentamento e gratidão recompensando, de algum modo e generosamente, os funcionários municipais.   Possivelmente isso terá sido feito.  Só que a notícia silencia esse aspeto.

    O que pode resultar da notícia dada como foi ?   
    É que se transmite a ideia que entregar o que se encontra e que não nos pertence é um ato de excecional notariedade...   E não é
    O louvor relevante com que foi assinalado o ato, bonito mas reto e normal, desses dois funcionários municipais põe tacitamente em destaque o reconhecimento de uma Sociedade corrupta, em que, por exemplo, ficar com dinheiro encontrado e que não é seu ( num envelope identificável, como foi o caso ), se aceita no fundo como um comportamento natural...

«Felizes os que guardam a retidão,
e os que praticam a justiça todo o tempo !»
   Salmo 106 : 3

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