segunda-feira, 24 de abril de 2017

O Hino Nacional

Hino Nacional, Bandeira.png

     Um Cristão deverá cantar a Letra do  HINO NACIONAL  consciente daquilo que está proferindo ?

    É uma questão premente !
    Nunca vi, nem ouvi este assunto tratado na Igreja,  seja em Pregações,  seja nos Media evangélicos ou outros.
    É um "tabú"... talvez.
    E contudo é algo que mexe seriamente com a nossa consciência cristã de filhos de Deus,  e com a coerência da nossa Fé.

    Hipocrisia farisaica :  que outra qualificação se poderá dar a quem canta : "Às armas, às armas,  contra os canhões marchar, marchar",  e sabe que isso é contra a sua Fé cristã ?!
    A nossa profunda convicção espiritual evangélica não pode levar-nos à guerra, a matar,  a alimentar ódio político ainda que patriótico.
    É verdade que o sentimento de amor pátrio não ofende Deus.  Todos o sabemos.
    Mas há,  sobretudo hoje, formas de defesa da Integridade, da Honra,  do Passado da Pátria,  sem ser a guerra.
    O diálogo,  a política exercida com honestidade e firmeza,  são formas de luta aficazes !
   Em casos extremos poderão, defensivamente, usar-se armas,  julgo eu.
    Mas nunca como suporte primário do Patriotismo !

  É premente que se reveja a Letra do Hino Nacional,  por respeito e não discriminação daqueles que não podem nem devem cantar contra as suas consiências !

  Aliás esta ideia  -  da reformulação das Palavras do Hino Nacional, é temática já abordada por homens de grande formação moral e patriótica.


 «Finalmente, Irmãos,

tudo o que é verdadeiro,

tudo o que é respeitável,

tudo o que é justo,

tudo o que é puro,

tudo o que é amável,

tudo o que é de boa fama,

se alguma virtude há,

e se algum louvor existe,

seja isso o que ocupe

o vosso pensamento.»


Carta aos Filipenses, 4 : 8.


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sábado, 17 de agosto de 2013

A Suíça quer ter outro Hino Nacional

Já há tempos comentei aqui a Letra do nosso Hino Nacional, que tem um conteúdo obsoleto e inadequado para os tempos de hoje.

    Cantar «Às armas ! Contra os canhões marchar !»  é clamor que nem é  patriótico nem é humanamente apelativo.  A Guerra, agora, não se faz contra canhões.  Tem outra natureza.  Esta Letra devia mudar.

   Há certamente países onde se fazem reflexões idênticas.  A França é um deles.

    Só que ... "o Hino é Sagrado.  Seja o que for que se cante, não se toca nessas palavras. Seria uma profanação".  Eis o que o que está na mente de muita gente.

    Mas ...

    Mas, no entanto, Hinos Nacionais em que se faça referência a Deus, ah !... Aí sim ! Isso é algo de inadmissível, no parecer de muitos outros.  Profane-se o que for preciso, mas considera-se intolerável que se fale de Deus num Hino Nacional !

    Porquê ?

    Porque ofende a sensibilidade de quem não crê em Deus.  Porque discrimina-os  Tem que se mudar a Letra, nesses caso.

    Eis o raciocínio que percorre a Suíça.

    Foi assim encarrregada uma tal "Sciedade Suíça de Serviços Públicos,  com gente que vem da Literatura, das Artes, e do Desporto ( segundo a notícia ), de buscar nova Letra que substitua a do Hino atual suíço, o qual foi influenciado pelas raízes históricas protestantes do país.

    Este Hino é considerado -  diz-se com certo desprezo  -  "um Salmo, uma Oração".  E na Suíça o ponto de honra, para muitos, é ser-se neutro.

    Está então previsto um Concurso ad hoc, entre janeiro e junho de 2014, para que seja proposto novo texto que valorize antes a democracia e a solidariedade, nomeadamente.

    O autor ganhador do Concurso recebrá 10 000 dólares de recompensa.

    Não ! Obrigar os Cidadãos ateus a cantar isso é ofendê-los...  Coitados !... Por isso se vai "limpar" a menção de Deus desse Hino Nacional... !

*

    Nota :  As sondagens indicam que na Suíça, já em 2000 só 16% da população considerava a religião com algo de importante na sua vida.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Hino ( O ) Nacional II


    É impróprio dos tempos de Hoje, a expressão de Violência e apelo à guerra num Hino Nacional.  E contudo rreconhecemos que é uma marca da natureza humana.

    Já Deus disse a Noé em Génesis 6 : 13 - «...a Terra está cheia de Violência

    Sei que em França há tímidos movimentos a favor de uma alteração da lettra do Hino Nacional, conhecido por "A Marselhesa".

    Em Portugal uma pessoa de prestígio, esritor, já falecido, proôs, num discurso de 10 de junho, o mesmo para o nosso Hino : que fosse revisto o seu conteúdo, inadequado para os tempos atuais.   O assunto foi rapidamente e envergonhadamente abafado...  O Hino Nacional é sagrado.  Não se toca na Letra !...  Nem que ela contenha barbaridades...

    Ainda que "a Portuguesa" tenha menos expressões de violência que "a Marselhesa".

    Ficamos interrogando-nos se o melhor não será o que se passa com o Hino Nacional de Espanha... que não tem letra, atualmente !  A do tempo de Franco foi apagada.  E não fizeram outra.

    Contudo há mais ainda, que é condenável : É a negligência, como atitude altiva, em relação àquilo que se "canta" ritualmente, formalmente, por praxe, E nem se sente,  por parte de muita gente,  a necessidade de se ser "verdadeiro" e honesto em relação ao que se canta, de pé, com ar solene, respeitosamente... ! Eruditos e Povo, Militares e Governantes, Grandes e Pequenos !  Todos levados por essa vaga de incongruência !

    A letra do Hino Nacional passa assim a ser uma espécie de "falatório" que se "palra" sem ser preciso pensar nele : Às armas, às armas, contra os canhões...».  Que mal é que isso tem ?  - dir-se-á.  É metafórico, é poesia.  Quanto a mim não quero nunca a guerra, nem ir contra canhões.  Quero o diálogo e a paz. Mas cantar isso não me afeta minimamente".  Isto poderá ser o racicónio da generalidade dos cidadãos.

    Mas não é hipocrisia ? 

    Não encontro outro termo.

  

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hino Nacional I



    Por acaso ouvi hoje de novo cantar a Marselhesa.   É uma música sem dúvida feliz, no propósito com que foi escolhida como Hino Nacional de França.  É uma melodia empolgante, apelativa,  vibrante.  Julgo mesmo  -  é a minha opinião  -  que será único no seu estilo !

    A "Portuguesa", o nosso Hino Nacional, tem também um estilo que pretende ser arrebatador.

    Mas há muito de subjetivismo nisso, como é evidente.

    Há contudo questões que são iniludíveis neste século XXI em que vivemos, de pós-modernismo e de cultura globalizante.

    Por exemplo : O patriotismo nacionalista exacerbado do romantismo e idealismo do séc XIX, que inspirou muitos deste Hinos nacionalistas, parece, hoje, ultrapassado e descabido.  Não é mais um Valor básico para o Cidadão.  Não desapareceu.  Mas tem um papel que vai sendo repensado e precisaria de ser re-configurado.

    Depois, é a Letra dessa Marseillaise, expressando violência aguerrida, e desprezo pela vida. Pela vida "do outro" que é suposto ser "o nosso mortal inimigo" !

    ( Vou continuar a refletir sobre isto nos próximos "posts" )

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